Serra prega união em discurso, mas diz que vai rebater acusações de opositores
Serra e Aécio no lançamento da pré-candidatura do PSDB à Presidência
- Essa vai ser uma caminhada longa e difícil. Às acusações vamos responder com serenidade; essa é uma campanha da verdade [...]. Quanto mais mentiras os adversários contarem sobre nós, mais verdades vamos dizer sobre eles.
As duas campanhas, que oficialmente só começam em junho, após as convenções partidárias, tiveram neste sábado (10) o seu primeiro grande embate, com o presidente Lula e Dilma dividindo a atenção sobre os tucanos com evento no ABC paulista.
Os ataques mais diretos a Dilma, no entanto, ficaram para os caciques do PSDB, comandados pelo presidente do PSDB e coordenador-geral da campanha, senador Sérgio Guerra (PE), que chamou a candidatura da petista de “improviso”.
- Não há o que comparar. A vida do Serra - com o que ele faz, o que ele fez e o que ele fará - não pode ser comparada em hipótese nenhuma com a experiência ou inexperiência, a competência ou incompetência da candidata do PT. Não dá nem para conversar.
os discursos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ex-governador Aécio Neves, do PSDB, as críticas também foram diretas. FHC ironizou o “governo marqueteiro” de Lula e defendeu que o próximo governante não irá ignorar conquistas do governo atual.
- Nós vamos querer um Brasil que no presente transforma tudo em marketing ou vamos querer um Brasil do futuro? Fui procurar a transposição do São Francisco e não achei; procurei a Transnordestina, mas não vi. Que nova usina foi construída, meu Deus?
Serra, porém, deu a entender que prefere não entrar na discussão sobre governos passados.
- Eleição é uma escolha sobre o futuro. Olhando pra frente, sem picuinhas, sem mesquinharias.
Lula diz que Dilma é dura “como uma mãe”
Presidente participa de evento ao lado da pré-candidata no ABC paulista
Lula entre a primeira-dama e a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff
- A dureza de Dilma [...] é a dureza da nossa mãe. Quando a gente tenta comer um pedaço de bife maior. [...] É a dureza que vocês conhecem, é de uma pessoa que quer igualdade.
O evento reuniu seis centrais sindicais em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. No começo do discurso, Lula afirmou que seria breve e fez uma brincadeira.
- Levanta a mão quem vai votar na Dilma!
Após todos que estavam no local erguerem os braços, Lula continuou a falar e atacou o evento do PSDB em Brasília.
- O ex-governador de Minas [Aécio Neves] disse que é preciso reforçar as privatizações. Foi o momento mais aplaudido do evento deles. Eu não quero esses aplausos.
Durante todo o discurso Lula fez questão de comparar seu governo ao do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. No entanto, em momento algum Lula citou o nome de FHC. O presidente foi irônico e lembrou dos elogios que recebeu do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
- Nós sabemos mais, nós sabemos muito mais. O Obama já disse que eu sou o cara.
Sobre a campanha de Dilma, Lula afirmou que a petista dirá “frases abstratas” e vai fazer referência ao governo “que ela ajudou a construir”.
- Eu quero que ela faça mais e melhor.
Lula reconheceu que a ex-ministra da Casa Civil vai ser atacada durante a campanha presidencial. Mas elogiou Dilma dizendo que no Brasil não existe ninguém com mais “competência gerencial” que ela.
- Eu sei vão dizer que ela é terrorista. Não existe no país alguém com a competência gerencial que tem a companheira Dilma Rousseff.
Ao apoiar o senador Aloizio Mercadante, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Lula contou a historia da greve dos professores no Estado. Lula contou que o Serra chegou a consultá-lo para resolver o impasse com os grevistas, mas que o ex-governador de São Paulo não seguiu seus conselhos. Lula teria falado para Serra conversar pessoalmente com o presidente do sindicato dos professores.
- Qual não foi minha surpresa ao saber que ele [Serra] viajou e mandou um secretário conversar com o sindicato.
No fim de seu discurso, Lula afirmou que esta é a primeira campanha na qual as centrais sindicais se unem em torno de um candidato à Presidência.
- Dilma, você será apoiada pela classe trabalhadora.
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