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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dilma defende redução de impostos, nega dossiê e se diz a favor da união civil entre homossexuais

Candidata afirmou que espera ajuda de Lula para aprovar reformas, mas não disse como

William Volcov/AE 29.06.2010

Dilma afirmou que é preciso provar existência de dossiê anti-Serra


Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, defendeu nesta segunda-feira (28) a reforma política e a redução de impostos no país. Dilma negou participação no caso do dossiê contra o candidato José Serra (PSDB), comentou o que espera do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se for eleita e se disse a favor da união civil entre homossexuais.

A petista gravou no fim da tarde de hoje participação no programa Roda Viva que vai ao ar à noite na TV Cultura. Descontraída, Dilma riu quando observou um dos desenhos feitos pelo cartunista Paulo Caruso. O desenho mostrava a imagem da careca de Serra e Dilma caminhando sobre a cabeça do tucano com a frase “Ele não tem nem vice”.

Leia os principais trechos da entrevista da ex-ministra e candidata de Lula.

À sombra de Lula

- O presidente sempre será uma das pessoas mais importantes desse processo. [...] Vou querer muito que o presidente me aconselhe, até porque tenho uma relação forte com ele. Lula jamais seria capaz de ter um tipo de interferência [em um possível governo Dilma. [...] Vou querer que o presidente me ajude a aprovar reformas importantes e que ele participe do conselho, mas terei certeza de que ele participará como ex-presidente.

Dossiê

- Se há dossiê, porque até agora eu não vi papel nenhum, se foi feito, não foi pela minha campanha. [...] Até hoje não vi nenhum papel sobre isso. [...] Lanzetta era uma empresa contratada para fornecer pessoal. A gente indicava e ele fornecida uma análise de mídia. Não somos responsáveis pelo o que uma empresa terceirizada [faz]. Nós não somos os únicos clientes [da empresa]. [...] Não podemos aceitar acusações sem provas. Quem acusa é que prova. [...] Enquanto não mostrar as provas, é uma acusação infundada.

Aborto

- Sempre digo uma coisa: não acredito que tem uma mulher que seja a favor do aborto. Não acho que as mulheres fazem aborto porque são a favor. [...] O que eu acho é que mulheres têm o direito de fazer [o aborto] na rede pública porque não se pode deixar, e tem de deixar acessível. Mulheres ricas vão à clínica, as pobres usam a agulha de tricô. Eu protesto que alguém seja a favor do aborto.

Homossexuais

- Sou a favor da união civil [entre pessoas do mesmo sexo]. A questão do casamento é uma questão religiosa. Eu como indivíduo me posicionaria sobre a religião. Agora, os direitos civis básicos, como aposentadoria, têm de ser reconhecidos de forma civil.

“Poste”

- Experiência administrativa eu tenho bastante. Presidi o conselho da Petrobras, fui secretária da Fazenda e sempre fui dessa área de energia. [...] Agora, concordo contigo. Eu não tenho experiência eleitoral. Mas fico pensando se isso não é uma vantagem em um quadro em que há tanto desgaste no quadro político. Eu lamento. Nesse período de pré candidatura, tenho tido um contato grande com a população e tenho aprendido muito em termos de retorno. [...] Eu entendo que muitos queiram dizer que eu sou um poste, mas isso não me torna um poste.

Impostos

- [Sou a favor de] diminuir [a carga tributária] sobre investimento, empresas que têm folhas de salários maiores, fazer uma tributação mais proporcional. Sou a favor de uma avaliação e redução na área de energia elétrica.

Oposição

- Acredito que eleição a gente deixa claro as nossas diferenças e faz as disputas. Mas ninguém governa se não for pra todos. [...] E se a oposição não for raivosa, [...] dá para governar com todos os partidos. Mas é obrigatório governar com os outros partidos nos governos e prefeituras.

Reforma política

- Sou a favor de uma reforma política. Acho que o Brasil precisa de uma reforma política em que haja financiamento público de campanha e voto em lista.


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