Cotados como possíveis adversários nas eleições de 2010, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), dividiram as atenções nesta quarta-feira em encontro em São Bernardo (Grande São Paulo). O evento teve como objetivo discutir medidas anticrise, mas também serviu como termômetro para os pré-candidatos medirem a sua popularidade.
| Serra e Dilma são cotados como principais adversários nas eleições de 2010 |
Em uma plateia composta em sua maioria por sindicalistas, o mais aplaudido não foi nem Dilma nem Serra, mas Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, organizador do evento.
Ao discursar antes de Serra, Dilma minimizou os efeitos da crise no país, sem esquecer de citar as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o programa do governo federal que prevê a construção de um milhão de casas. Os dois programas são considerados os "carros-chefes" da candidatura da ministra à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Já Serra esqueceu do tema do encontro e iniciou seu discurso enumerando programas do governo do Estado em áreas como transporte, educação e saneamento. Mais tarde, no entanto, criticou a política monetária adotada pelo governo federal e propôs mudanças em leis que regem a capacidade de endividamento dos municípios e também a que trata do processo de licitações.
Tanto Serra quanto Dilma foram aplaudidos quando citaram medidas que beneficiaram a região do ABC paulista. A única vaia do encontro ficou para o representante dos empresários, Zoilo de Souza Assim. Ele sugeriu que a demissão de cerca de 4.000 empregados da Embraer no mês passado foi uma forma de "salvar" os outros 18 mil empregos na empresa.
Além de Dilma e Serra, também compuseram a mesa, os secretários estaduais Geraldo Alckmin (Desenvolvimento) e Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil) e os sete prefeitos da região.
Após participarem do seminário com sindicalistas, Dilma e Serra foram de helicóptero até o Palácio dos Bandeirantes --sede do governo paulista-- para uma reunião reservada. Segundo Serra, único a falar após o encontro, o tema da conversa foram programas em conjunto entre o governo estadual e o federal.
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