A revista britânica The Economist publicou reportagem na edição desta semana em que analisa a entrada de José Serra (PSDB) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. A publicação diz que o tucano entrou no páreo apesar de insistentes negativas de que não entraria na disputa municipal. Para a revista, como perder São Paulo seria uma grande derrota para o PSDB, Serra assume o posto para tornar isso menos provável.
A publicação diz que, pela quantidade de habitantes e relevância econômica, o comando de São Paulo é muito importante politicamente. E a eleição de 2012 deve afetar o futuro do PSDB também no plano nacional.
Segundo o texto, o plano do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de ganhar a Prefeitura com vistas a derrubar, futuramente, a hegemonia do PSDB no governo do Estado, preocupou os tucanos. Lula estava tentando se aproximar do prefeito paulistano, Gilberto Kassab, antigo aliado de Serra e fundador de um novo partido, o PSD. Com a aliança, o candidato do PSDB ficaria isolado.
A publicação destaca ainda os desafios de Serra, dizendo que ele já deixou um mandato após 15 meses, embora tivesse se comprometido a permanecer durante os quatro anos. “Essa é a sua principal responsabilidade eleitoral. Eleitores suspeitam que ele ainda tenha ambições presidenciais e possa encurtar seu governo novamente”.
De acordo com o texto, em 2010, Serra conseguiu a indicação à Presidência por “pura força de vontade e porque ninguém conseguia pensar em uma maneira de detê-lo. A maioria dos militantes achou que era hora de uma nova cara, e sua derrota sugere que eles estavam certos”. Para a revista, a entrada de Serra na disputa em São Paulo aponta o fracasso do PSDB em estimular uma nova geração de líderes.
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