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quinta-feira, 15 de março de 2012

Serra se diz contra álcool na Copa e acusa governo de 'casuísmo'

O pré-candidato à prefeitura pelo PSDB se reuniu com militantes na zona leste de São Paulo. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra



O pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo José Serra disse nesta quinta-feira que é um "equívoco" e um "casuísmo" liberar a venda de bebida alcoólica nos estádios que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014, proibida pelo estatuto do torcedor. Hoje o governo federal divulgou uma nota, por meio do Ministério dos Esportes, na qual garante à Fifa a liberação do consumo de álcool nos estádios.
"Eu acho que não tem sentido alterar a lei brasileira, sem entrar no mérito da lei, mas o que não tem cabimento é vir aqui a Fifa e mudar uma lei. Isso não faz sentido, sem entrar no mérito da questão, mas realmente não tem o menor cabimento. Se alguém quer passar a permitir a venda bebida alcoólica nos jogos, deve procurar os deputados, propor uma lei e aprovar no Congresso. Agora, mudar só por causa da Fifa, eu acho um equívoco, um casuísmo, uma coisa sem sentido", afirmou o tucano a jornalistas, pouco antes de se encontrar com militantes dos PSDB na zona leste da capital paulista.
Ontem, a base do governo na Câmara havia retirado da proposta de Lei Geral da Copa o apoio à venda de álcool nos estádios, gerando uma "saia justa" entre a Presidência e o organizador do Mundial de futebol. A insistência da Fifa em permitir a venda de bebidas alcoólicas na Copa do Mundo é baseada nos interesses de um dos patrocinadores do torneio.
Para Serra, a liberação da venda de bebidas alcoólicas representa uma ameaça à segurança dos jogos. "Eu, por mim, sou contra, mas se for permitido pela lei, lei é lei. (...) Eu acho melhor não vender, por problemas de violência nos estádios, pelo aglomerado, coisas dessa natureza", opinou o tucano.
PT x PSDB
Em campanha para ser escolhido pelo PSDB para concorrer ao cargo de prefeito, Serra se reuniu hoje com cerca de 200 militantes na Vila Prudente, onde recebeu apoio à sua pré-candidatura. No próximo dia 25, cerca de 20 mil filiados da sigla deverão escolher entre ele, o deputado federal Ricardo Tripoli e o secretário José Aníbal (Energia), para decidir quem concorrerá à sucessão municipal pela legenda.
Apesar de alfinetar o governo federal, o tucano não quis comentar a declaração do pré-candidato do PT, Fernando Haddad, que, em entrevista à rádio CBN, criticou a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), aliado de Serra, ao declarar que defender a administração atual seria um "fardozinho".
Ele, porém, não poupou críticas ao partido de Haddad e à gestão da ex-prefeita e hoje senadora Marta Suplicy (PT-SP). Em discurso aos militantes, Serra afirmou que a legenda adversária não soube priorizar o que era importante para a cidade. "Lembra da gestão da Marta Suplicy? A coisa mais importante que ela fez foram os túneis nos Jardins", disse, em tom de ironia.
Já o deputado federal Walter Feldman, também em discurso, defendeu Serra das críticas por ter deixado a prefeitura para concorrer ao governo do Estado, em 2006, e disse que foi o PT que abandonou a cidade. "O Serra queria ficar quatro anos, mas 100% das pessoas falavam para ele que era necessário. (...) Ele sofreu, foi difícil tomar a decisão. (...) Agora, vocês lembram da Martaxa (em referência ao 'apelido' que a ex-prefeita Marta ganhou dos adversários devido à criação de impostos), essa mulher abandonou a cidade", disse.

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