O pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo José Serra disse nesta quinta-feira que é um "equívoco" e um "casuísmo" liberar a venda de bebida alcoólica nos estádios que receberão os jogos da Copa do Mundo de 2014, proibida pelo estatuto do torcedor. Hoje o governo federal divulgou uma nota, por meio do Ministério dos Esportes, na qual garante à Fifa a liberação do consumo de álcool nos estádios.
"Eu acho que não tem sentido alterar a lei brasileira, sem entrar no mérito da lei, mas o que não tem cabimento é vir aqui a Fifa e mudar uma lei. Isso não faz sentido, sem entrar no mérito da questão, mas realmente não tem o menor cabimento. Se alguém quer passar a permitir a venda bebida alcoólica nos jogos, deve procurar os deputados, propor uma lei e aprovar no Congresso. Agora, mudar só por causa da Fifa, eu acho um equívoco, um casuísmo, uma coisa sem sentido", afirmou o tucano a jornalistas, pouco antes de se encontrar com militantes dos PSDB na zona leste da capital paulista.
Ontem, a base do governo na Câmara havia retirado da proposta de Lei Geral da Copa o apoio à venda de álcool nos estádios, gerando uma "saia justa" entre a Presidência e o organizador do Mundial de futebol. A insistência da Fifa em permitir a venda de bebidas alcoólicas na Copa do Mundo é baseada nos interesses de um dos patrocinadores do torneio.
Para Serra, a liberação da venda de bebidas alcoólicas representa uma ameaça à segurança dos jogos. "Eu, por mim, sou contra, mas se for permitido pela lei, lei é lei. (...) Eu acho melhor não vender, por problemas de violência nos estádios, pelo aglomerado, coisas dessa natureza", opinou o tucano.
PT x PSDB
Em campanha para ser escolhido pelo PSDB para concorrer ao cargo de prefeito, Serra se reuniu hoje com cerca de 200 militantes na Vila Prudente, onde recebeu apoio à sua pré-candidatura. No próximo dia 25, cerca de 20 mil filiados da sigla deverão escolher entre ele, o deputado federal Ricardo Tripoli e o secretário José Aníbal (Energia), para decidir quem concorrerá à sucessão municipal pela legenda.
Em campanha para ser escolhido pelo PSDB para concorrer ao cargo de prefeito, Serra se reuniu hoje com cerca de 200 militantes na Vila Prudente, onde recebeu apoio à sua pré-candidatura. No próximo dia 25, cerca de 20 mil filiados da sigla deverão escolher entre ele, o deputado federal Ricardo Tripoli e o secretário José Aníbal (Energia), para decidir quem concorrerá à sucessão municipal pela legenda.
Apesar de alfinetar o governo federal, o tucano não quis comentar a declaração do pré-candidato do PT, Fernando Haddad, que, em entrevista à rádio CBN, criticou a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), aliado de Serra, ao declarar que defender a administração atual seria um "fardozinho".
Ele, porém, não poupou críticas ao partido de Haddad e à gestão da ex-prefeita e hoje senadora Marta Suplicy (PT-SP). Em discurso aos militantes, Serra afirmou que a legenda adversária não soube priorizar o que era importante para a cidade. "Lembra da gestão da Marta Suplicy? A coisa mais importante que ela fez foram os túneis nos Jardins", disse, em tom de ironia.
Já o deputado federal Walter Feldman, também em discurso, defendeu Serra das críticas por ter deixado a prefeitura para concorrer ao governo do Estado, em 2006, e disse que foi o PT que abandonou a cidade. "O Serra queria ficar quatro anos, mas 100% das pessoas falavam para ele que era necessário. (...) Ele sofreu, foi difícil tomar a decisão. (...) Agora, vocês lembram da Martaxa (em referência ao 'apelido' que a ex-prefeita Marta ganhou dos adversários devido à criação de impostos), essa mulher abandonou a cidade", disse.
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